1# SEES 4.6.14

     1#1 VEJA.COM
     1#2 CARTA AO LEITOR  A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
     1#3 ENTREVISTA  CARLOS TILKIAN  DE VOLTA  BRINCADEIRA
     1#4 LYA LUFT  DEVORANDO A ESFINGE
     1#5 LEITOR
     1#6 BLOGOSFERA

1#1 VEJA.COM

O MAPA DO CRACK
O site de VEJA obteve, por meio da Lei de Acesso  Informao, a lista com a localizao exata das cracolndias de So Paulo. Os dados do maior e mais importante levantamento nacional sobre usurios de crack, divulgado em 2013 pela Fiocruz, eram mantidos em sigilo a pedido de todos os municpios. A reportagem de VEJA.com percorreu 25 dos trinta pontos de uso da droga identificados pela prefeitura paulistana e constatou que  exceto na regio da Luz  o flagelo do vcio se espalha, longe de qualquer ao do poder pblico. Os usurios se aglomeram  noite em becos, favelas e viadutos para, pedra aps pedra, consumir a vida em meio  escurido.

GREEN NO CINEMA
H mais de sessenta semanas na lista de livros mais vendidos de VEJA, A Culpa  das Estrelas pode ser visto nos cinemas a partir de 5 de junho. A estreia antecipada no pas (um dia antes da americana) mostra algo que o escritor John Green j percebeu. "Meus livros so mais populares no Brasil", afirma ele em entrevista em vdeo ao site de VEJA. Em outro vdeo, os atores Shailene Woodley e Ansel Elgort, que interpretam os protagonistas da histria, falam sobre a produo. "As pessoas respeitam muito este livro", diz a atriz.

A COPA EM CASA
A seleo brasileira volta a disputar um Mundial diante de sua torcida depois de 64 anos, e o grupo que est concentrado na Granja Comary j sabe que existe uma enorme expectativa pelo ttulo. Duas reportagens do site de VEJA mostram como a equipe tentar lidar com essa presso. Saiba qual  a importncia da preparao psicolgica do elenco antes da estreia e conhea a estratgia do tcnico Luiz Felipe Scolari para driblar as reservas e o pessimismo de muitos torcedores com o evento e uni-los em torno do time.

CORNETEIRO VIRTUAL
A partir deste sbado, VEJA.com exibe o Corneteiro Digital, verdadeiro termmetro do nimo dos torcedores da Copa do Mundo. Desenvolvida em parceria com o Twitter, a ferramenta revela - em tempo real - quais atletas das selees brasileira e argentina so mais criticados ou elogiados no microblog. A pgina tambm apresenta os tutes mais populares sobre a competio e os campees de interatividade na rede. Participe e divirta-se!


1#2 CARTA AO LEITOR  A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
     Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus idelogos chamam de "movimentos sociais", que nada mais so do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses polticos radicais. O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos  Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palcio do Planalto, atua como um ministro para o caos social. Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da Amrica Latina e se ocupa da cnica estratgia de formar ou adotar grupos com interesses que no podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito s leis e aos direitos constitucionais. Ora so movimentos de ndios que reivindicam reservas em reas de agronegcio altamente produtivas e at cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora so pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar  fora propriedades alheias sob o argumento improvvel de que seus antepassados viveram ali. A estratgia de incitar esses grupos  baderna e, depois, se vender  sociedade como sendo os nicos capazes de conter as revoltas  a adaptao moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades. 
     Braslia assistiu, na semana passada, a uma dessas operaes. Alguns ndios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taa da Copa do Mundo, exposta no Estdio Man Garrincha. A polcia tentou reprimir o ato, e um dos silvcolas feriu um policial com uma flechada. Ateno! Isso ocorreu no sculo XXI, em Braslia, a cidade criada para, como disse o presidente  Juscelino Kubitschek no discurso de inaugurao da capital, h 54 anos, demonstrar nossa "pujante vontade de progresso (...), o alto grau de nossa civilizao (...) e nosso irresistvel destino de criao e de fora construtiva". Pobre JK. Mostra uma reportagem desta edio que progresso, civilizao e fora construtiva passam longe de Braslia. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras so territrio dos baderneiros. 
     H trs meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi at a rua, onde, depois de uma rpida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. "O MST contesta o governo, e isso  da democracia", explicou Carvalho, o pacificador, que com um dedo de prosa dissolveu o cerco feroz. O MST  um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrria do sculo passado em um Brasil com quase 90% de urbanizao e 80% da produo dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar. Por obsoleto, j deveria ter desaparecido. Mas Carvalho no permite que isso ocorra. O MST faz parte do exrcito de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando Joo Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: "S espero que no ganhe o Acio Neves, porque a seria uma guerra".  impossvel no indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta  bvia: contra a vontade popular e contra a democracia.


1#3 ENTREVISTA  CARLOS TILKIAN  DE VOLTA  BRINCADEIRA
O presidente da Estrela conta como tirou a empresa da crise que quase a levou  falncia depois do Plano Collor e da invaso dos brinquedos chineses. A chave foi a prpria China.
OTVIO CABRAL

Mais tradicional fabricante de brinquedos do Brasil, a Estrela quase foi  bancarrota na dcada de 90, quando o Plano Collor tirou o dinheiro de circulao e os consumidores passaram a comprar brinquedos baratos trazidos da China. A empresa fechou fbricas, fez demisses em massa e entrou em crise. Para sair das cordas, aliou-se ao inimigo: passou a produzir na China, aproveitando a logstica melhor e a menor carga tributria. O mentor dessa estratgia  o administrador Carlos Tilkian, que chegou  empresa em 1993 e trs anos depois assumiu a presidncia. Alm de enfrentar os problemas econmicos, ele teve de reformular a produo de brinquedos para superar a concorrncia do videogame e da internet. Os nmeros mostram que foi bem-sucedido. No ano passado, a Estrela faturou 170 milhes de reais. Neste, voltar a exportar aps quinze anos. Mas a partir de sua fbrica da China, no das do Brasil. 

Depois de quinze anos, a Estrela voltar ao mercado internacional, mas exportando a partir de sua fbrica na China. Exportar do Brasil  invivel hoje em dia? 
Para ns, sim. O Brasil cria muitas dificuldades para o exportador, com exceo daquele que quer vender para o Mercosul. H dificuldade de fluxo de navios, o frete internacional a partir daqui  caro, os portos so deficientes e custa muito mais encher um continer. Alm dessa dificuldade operacional, h ainda o cmbio valorizado, que tira a competitividade de um produto feito no Brasil. Ento, nossa deciso foi exportar a partir da China, onde temos uma fbrica. L, existe um fluxo logstico altamente vantajoso, alm da questo da moeda, desvalorizada em relao ao dlar. J que no conseguimos vencer o inimigo, decidimos nos juntar a ele  pelo menos at que o Brasil melhore sua infraestrutura e competitividade.

O senhor imagina que isso possa ocorrer a curto prazo? 
No. Para o Brasil melhorar, precisa planejar suas obras e decises. E no vejo planejamento por aqui. 

Qual a diferena de carga tributria entre um mesmo brinquedo fabricado no Brasil e na China? 
Na China, praticamente no h tributo no processo industrial, sobretudo nos produtos voltados  exportao. As empresas pagam fundamentalmente o imposto de renda  no mximo, de 15%. Aqui, h toda aquela carga de tributos na cadeia produtiva: ICMS, ISS, PIS, Cofins. Do brinquedo que o brasileiro paga na loja, mais de 50%  imposto. Essa  a razo de um consumidor olhar para um brinquedo no Brasil, compar-lo com o dos Estados Unidos e achar o daqui muito mais caro.  mesmo. E a culpa  exclusivamente da carga tributria. 

A deciso anunciada pela presidente Dilma na semana passada, de tornar permanente a desonerao de alguns setores, incluindo o seu, vai melhorar esse quadro em que medida? 
A desonerao tem um impacto grande no setor de mo de obra intensiva. Ela no era colocada porque se tratava de uma medida temporria. Agora, como se tornou definitiva, pode, sim, ter um impacto nos custos. Como o setor de brinquedos trabalha com mo de obra intensiva, a medida vai aumentar nossa competitividade em relao aos produtos importados. Aos poucos, o governo parece se conscientizar de que a perda de competitividade do setor industrial est muito mais ligada ao sistema tributrio brasileiro do que  falta de investimentos em mquinas ou pesquisa e desenvolvimento. 

 difcil planejar no Brasil? 
 muito difcil. Quando h um rumo a seguir, independentemente de o cenrio ser difcil ou no,  possvel montar uma estratgia. Gestores de grandes empresas so formados e cobrados para criar alternativas, inclusive em situaes desfavorveis. H empresas com quatro ou cinco fbricas no Brasil no por  uma questo de logstica, mas para conseguir benefcios da guerra fiscal entre os estados. Cada vez mais, grandes grupos nacionais mudam suas sedes para a Europa e os Estados Unidos por causa da tributao que o governo resolveu fazer sobre transferncia de lucros entre empresas do mesmo grupo. No nosso setor, comeou uma grande migrao de fbricas para o Paraguai, por causa da carga tributria menor. Seria muito importante que o prximo governo pudesse finalmente iniciar uma ampla reforma tributria.  difcil, mas algum precisa ter a coragem de comear. 

A indstria brasileira perdeu fora no atual governo? 
Nos ltimos governos no houve um olhar especial para o setor industrial. Falta uma poltica de desenvolvimento industrial, que o nosso pas no tem h dcadas. De todos os setores da atividade econmica, o industrial  o que mais sofre em razo da concorrncia com a China. No de servios, por exemplo, no d para trazer garom chins, no h essa concorrncia. O setor financeiro  mais protegido. A agricultura  a rea em que o Brasil desponta como grande player mundial. Sobra a  indstria, que vem sendo abandonada nos ltimos anos. 

O Brasil est se desindustrializando? 
H uma desindustrializao silenciosa. As fbricas passam a trazer componentes da China, nos moldes das maquiladoras mexicanas. Hoje  raro haver uma indstria de produtos de consumo que no tenha componentes importados em sua linha. Quando ela vende, parece que  tudo nacional. Mas no . Quando se analisa o que  realmente fabricado no Brasil, a performance da indstria fica ainda pior. 

Quando o senhor assumiu a Estrela, nos anos 90, a empresa estava praticamente falida por causa da entrada de importados e do Plano Collor. Como escapou da falncia? 
Com a entrada dos importados de baixo preo e baixa qualidade, a indstria de brinquedos foi ao cho. Fbricas tradicionais faliram, como a Trol e a Glasslite. A Estrela conseguiu, amparada pela fora da marca, passar por uma reestruturao e sobreviver. Decidimos deixar de ser uma empresa industrial para ser uma empresa comercial. A Estrela teve a virtude de perceber que precisava montar um modelo comercial muito mais amparado na fora da marca, no conhecimento que tinha sobre os hbitos da criana, na relao com o varejo e na capacidade de distribuio para sobreviver. O ativo anterior, que eram as fbricas, perdeu valor. Gradativamente, reduzimos a incidncia da manufatura no nosso negcio e partimos para contatos na China. Esse processo demorou,  difcil achar indstria de qualidade na China. Tambm fizemos um trabalho com a Receita para evitar a entrada de produtos falsificados. E conseguimos que o Inmetro implantasse normas de segurana para produtos importados. Foram anos de muita transformao, em que a Estrela definiu uma nova estratgia baseada nos seus principais ativos: a marca, a distribuio e o conhecimento do consumidor. 

J que no dava para vencer os chineses, o senhor decidiu se aliar a eles? 
Foi isso, optamos por nos unir aos inimigos. No podamos continuar olhando a China como risco estratgico para o nosso negcio. Hoje, ela  uma vantagem competitiva. Comeamos indo mais frequentemente  China. Passamos ento a produzir e importar componentes, depois produtos acabados, e, com isso, transformamos uma empresa verticalizada, que tinha quase 10.000 funcionrios e produzia tudo, numa empresa que terceiriza a sua produo para a China. 

No seu setor, houve um desafio extra nos ltimos anos que foi a concorrncia com a internet. Como conseguir manter brinquedos tradicionais nas prateleiras neste mundo digital? 
Esse  o grande desafio de nossa rea de marketing. Trabalhamos com crianas, que tm um processo de desenvolvimento muito rpido, sempre querem novas fontes de diverso e tecnologia. H trinta anos, elas pulavam corda e jogavam bola de gude na rua. Depois, saram da rua em razo da violncia. A ida da me para o mercado de trabalho carregou a agenda delas com vrios cursos. Isso tudo tirou da criana o tempo de brincar. Aliado a isso, surgiram novas tecnologias. 

Os videogames, por exemplo? 
Sim, que muita gente considerou o fim dos brinquedos. Para mim, so coisas complementares. H espao para o brinquedo tradicional, para as redes sociais e os computadores. O que buscamos  incorporar a tecnologia  nossa linha de produtos. Hoje usamos as redes sociais para relanar produtos. Houve um caso bonito, que rendeu  Estrela um Leo de Ouro em Cannes, que foi o relanamento do Ferrorama atravs do Orkut. Ns identificamos no Orkut uma comunidade de ex-fs do Ferrorama, todos com mais de 40 anos. Ento lanamos um desafio: se eles queriam tanto a volta do brinquedo, precisariam pagar uma penitncia: fazer a locomotiva do Ferrorama percorrer sem parar os vinte ltimos quilmetros do caminho de Santiago de Compostela. Se a locomotiva chegasse  catedral, a Estrela se comprometia a relanar o produto. Eles foram, e demos 100 metros de trilhos, duas locomotivas, pilhas tudo isso com filmagem ao vivo. Deu certo, e ns relanamos o brinquedo. 

H outros casos assim? 
Adaptamos muitos produtos para o Facebook, como o jogo Cara a Cara. As pessoas podem jogar com as fotos de seus amigos, on-line. Como somos o maior vendedor de jogos de tabuleiro do Brasil, abrimos nossa loja na App Store, da Apple, e no Google Play para jogar nossos jogos em smartphones e tablets. Nosso objetivo no  s migrar nossos produtos para a linha digital.  um dia ter a felicidade de criar um Angry Birds, e com um s produto atingir o mundo inteiro e quintuplicar o faturamento da empresa. Quem no apostar no futuro vai morrer vivendo no passado. 

A criana hoje tem pacincia e tempo de ficar quatro horas em uma mesa jogando uma partida de War? 
Tem, sim, mas  preciso inovar para atrair sua ateno. O brinquedo mais vendido em 2013 no Brasil foi o Super Banco Imobilirio, com a mquina de carto de crdito e dbito.  um produto clssico, com setenta anos no mercado, que precisou ter uma tecnologia nova para voltar a explodir.  preciso inovar, mas tem algo que nunca ser perdido nesse mercado, que  a magia da brincadeira  o sonho, a fantasia. Quando uma menina brinca com uma boneca, o sentimento maternal que experimenta  uma magia que s o brinquedo consegue produzir. O computador no consegue. E  isso que d sustentao ao nosso negcio. 

O fracasso dos brasileiros na Frmula 1 prejudicou a venda do Autorama? 
O Autorama  um clssico no Brasil, est no Aurlio como sinnimo de pista de corrida.  um brinquedo que acompanhou a histria de todos os nossos campees: Emerson Fittipaldi, Nelson Piquei, Ayrton Senna e Rubens Barrichello estamparam a embalagem.  claro que, quando voc tem um dolo, sempre ajuda a motivar. Se houvesse um dolo, o Autorama ainda seria um campeo de vendas. 

Ainda existem brinquedos tpicos de alguns pases ou a brincadeira tambm foi globalizada? 
H pequenas excees. No Brasil, vende-se mais boneca do que na Europa, porque o sentimento de maternidade  muito maior entre os latinos. Na Alemanha, os trens eltricos representam 30% da venda de brinquedos, porque l o trem faz parte da realidade das crianas. Mas, no geral, est tudo universalizado. 

Em seu showroom no h nenhum produto relacionado  Copa. No vale a pena? 
As nossas experincias em Copas anteriores foram sempre negativas.  um evento muito curto, que depende demais do desempenho da seleo. Do mesmo jeito que cria uma euforia, logo pode virar uma grande decepo que se reflete no faturamento da empresa. Em 2006, o Ronaldinho Gacho era o melhor jogador do mundo e foi tema de uma srie de brinquedos da Estrela. Ele no jogou nada na Copa, e os produtos encalharam  donos de loja ligavam sem parar me pedindo que tirasse o encalhe. Ento, eu tomei a deciso estratgica de no fazer nenhum brinquedo com o tema desta Copa do Brasil, que, alm de tudo, tem essas manifestaes.  


1#4 LYA LUFT  DEVORANDO A ESFINGE
     A Esfinge, essa senhora pouco simptica, devorava quem no adivinhasse as charadas que propunha. Acabou desmascarada pelo rei dipo (vejam tragdias gregas), e de raiva se lanou num precipcio. A ideia de uma Esfinge brasileira a nos encher a pacincia me ocorreu para construir um artigo apenas questionando enigmas brasileiros atuais (devoraremos a moa antes que ela acabe conosco?): 
 Com a falncia de tantas instituies respeitveis, como ter a necessria confiana no nosso Judicirio, que no pune a grande maioria dos crimes ou infraes, prende aqui e solta ali  no por haver policiais ruins, mas leis abstrusas e descumpridas? Tratamos assassinos de 16 anos como crianas de escola primria, nunca chamados de assassinos, mas de infratores. Conduzidos a uma utpica ressocializao, sero soltos em no mximo trs anos, para cumprir seu desejo, anunciado por um rapazote de 15 anos apontando a arma para um amigo meu, que lhe perguntou por que fazia aquilo: "Hoje a gente t a fim de matar algum". Meu amigo no morreu porque na hora a arma falhou.  
 Como ainda acreditar em qualquer instituio, alis, se na mais importante delas (o Supremo Tribunal Federal) um ministro decide soltar doze figures condenados por crimes graves e comprovados, mas, no dia seguinte, arrependido, deixa todos na priso, menos um  por acaso, o chamado "homem-bomba", do qual dizem que, "se ele explodir, o governo implode"? 
 Como ter esperana neste pas dito civilizado, se o ensino  um dos itens mais esquecidos pelos governos e h milhares de crianas sem escola, outras tentando aprender sentadas no cho de terra batida onde tambm dormem porque a distncia at sua casa  demasiada, com os donos da casa, professor e professora, preocupados porque ali tem "muita cobra e escorpio que so um perigo"? Como valorizar o estudo se pelo menos em uma das capitais grande parte das escolas pblicas ainda no recebeu os livros escolares, estando ns j em junho, e em tantas outras pelo pas faltam professores? Como entusiasmar os alunos pelo estudo, se a cada dia as coisas so mais facilitadas, e praticamente  preciso um esforo heroico para ser reprovado, pois considera-se que todos tm o mesmo direito a um diploma de ensino mdio ou superior, tenham capacidade ou no, tenham se esforado ou no? 
 Como ser saudvel se nos postos de sade e hospitais pblicos falta tudo  menos mdico, ou, se isso ocorre,  porque o profissional se desesperou com a impossibilidade de dar atendimento humano aos doentes , desde gua tratada at panos limpos, estetoscpio, aspirina, maca, luz eltrica, aparelhos bsicos? 
 Como transportar nossos produtos se a estrutura rodoviria  lendariamente pssima? Como chegar ao trabalho se as greves, justas ou no, so nossa rotina diria? Como nos transportarmos a ns, se mulheres com crianas ao colo, velhos e frgeis caminham quilmetros at chegar em casa, exaustos depois de um dia de trabalho, nibus so impedidos de rodar e lderes proferem palavras vazias? 
 Como confiar em autoridades desmoralizadas que solenemente bradam "No toleraremos violncia ou vandalismo", enquanto dezenas de veculos, lojas, agncias bancrias e farmcias so destrudas nessa mesma hora? Onde ficaram seriedade e esperana? 
 Por que, neste pas convulsionado por greves e manifestaes constantes, surge essa oposio  Copa? So os gastos com arenas faranicas contrastando com casebres, favelas, barracas de lona ou mesmo bancos de praa em que tantos vivem? O protesto de professores contra os jogadores da seleo brasileira na sada de um hotel no Rio, e na chegada  Granja Comary, com ameaa de outros mais, indica que no haver trgua, durante a Copa e depois, para a indignao do povo a exigir solues eternamente adiadas? 
     Senhora Esfinge, se houver respostas, a senhora estar devorada. Mas, se continuarmos ignorados e descrentes, seremos engolidos sem piedade pela nossa prpria exausta indignao. 


1#5 LEITOR
SUSTO BRASIL
Havia muito tempo no me deliciava com reportagem to rica na sntese do malabarismo vivido pelo brasileiro em seu dia a dia ("Estado da desordem", 28 de maio). Na "pele" do personagem fictcio, o americano John Doe, ele enfrenta dilemas dos mais inimaginveis em qualquer outro pas. 
MARIA DAS GRAAS TARGINO 
Teresina, PI 

A cada "jabuticaba" lida na reportagem, eu pensava: "Putz!  bem assim mesmo!". 
VANESSA DE ANDRADE 
Curitiba, PR 

O que o americano John Doe viu e no teve coragem de dizer: o "susto Brasil" no gera somente transtornos, atrasos e um ou outro custo adicional.  fonte de extorses e das consequentes propinas. Poucas so as pessoas ou empresas que conseguem realizar ou operar qualquer coisa no Brasil sem pagar, em algum momento, propina a agentes pblicos ou seus prepostos. 
ANTONIO CARLOS ALVES ROCHA 
Niteri, RJ 

Caro John Doe, assim como as intituladas partes do seu belssimo trabalho "O tempo e a moeda" e "A morte e o futuro", podemos afirmar categoricamente que estamos vivenciando a "morte do tempo" no Brasil. 
NAZARENO NETO 
Natal, RN 

Como bem definiu um colega, o Brasil  o pas do mais ou menos. Nada do que  feito aqui busca a excelncia,  tudo mais ou menos. 
TNIA MARIA SAUSEN 
Porto Alegre, RS 

, viver no Brasil no  para fracos. 
AMRICO BIGATON 
Florianpolis (SC), via lablet 

Outro exemplo esdrxulo: o CNPJ utiliza os critrios e os nmeros de cdigos de classificao fornecidos pela Comisso Nacional de Classificao (Concla), rgo pertencente ao Ministrio do Planejamento, Oramento e Gesto. Resultado: nossa Academia de Letras foi considerada, legalmente, congnere de jardins zoolgicos. 
JOS ROBERTO SALES 
Presidente da Academia Varginhense de Letras, Artes e Cincias 
Varginha, MG 

Os brasileiros pagam o preo por serem desorganizados. A burocracia  um simulacro da nossa mediocridade macunaimicamente tupiniquim. Triste e trgico. 
ARIEL SULLIVAN 
Niteri (RJ), via tablet 

Estamos empacados na estao da burocracia para servios inteis e de pssima qualidade. 
TEREZA CRISTINA BERTOLLOTTI DA COSTA CRUZ 
Rio de Janeiro (RJ), via tablet 

Ao terminar de ler a reportagem, decidi realizar meu plano de morar no exterior. 
LUCAS SOLIGUETTI 
So Paulo, SP 

Tenho orgulho de ser brasileiro. Temos boa comida, praias lindas, mulheres maravilhosas e o "melhor" futebol do mundo. Mas, sempre que leio excelentes reportagens como essa ("Estado da desordem"), sinto-me envergonhado de ser brasileiro; ainda mais quando se vive em outro pas, onde essas situaes seriam impensveis e ridculas.  rir para no chorar! 
WILLIAM KURIKI 
Chiba (Japo), via lablet 

Se o Brasil pretende se soltar das amarras do subdesenvolvimento, deve priorizar o aperfeioamento gerencial de toda a mquina pblica. 
CARLANDIA PIMENTEL RIBEIRO 
Rio de Janeiro, RJ 

John Doe ainda vai experimentar muitos dissabores como empreendedor. Logo estar s voltas com execues fiscais da empresa onde investiu e o polo passivo de execues fiscais, mesmo que no tenha ocorrido nenhuma fraude ou excesso de poder dos administradores. Talvez em trinta anos ter tudo resolvido a seu favor, pois de pleno direito. Tudo porque, apesar das 221 decises orientadoras existentes no site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para que no se conteste ou recorra em casos j pacificados no STJ e STF, incluindo casos frontalmente inconstitucionais como o exposto, os procuradores teimam em no as cumprir. 
JOS FLAVIO MONTEIRO FRANCO 
Santana de Parnaba, SP 

A comparao com a empresa mencionada (no caso, a Gulf Air) promove um desequilbrio na percepo dos leitores, pois  preciso considerar alguns fatores importantes, como a complexidade e o tamanho de nossa operao, meteorologia e infraestrutura. S a TAM realiza diariamente cerca de 800 voos, entre nacionais e internacionais, o que equivale a uma decolagem a cada dois minutos. 
GISLAINE ROSSETTI 
Diretora de relaes institucionais e sustentabilidade TAM S.A. | Latam Airlines Group S.A. 
So Pauto, SP 

CLUDIO DE MOURA CASTRO 
O artigo "Mexveis e imexveis" (28 de maio), de Cludio de Moura Castro, reafirmou o que penso. Professores mais abertos a aprender e a mudar suas prticas conservadoras podem fazer a diferena em uma sociedade de mudanas contnuas. 
DANIELA RAZUK CONTREIRA 
Campinas, SP 

O que se tornou literalmente "imexvel"  a tentativa de fazer com que os alunos deem respostas positivas s "tcnicas simples" elencadas por Cludio de Moura Castro, vastamente conhecidas e historicamente utilizadas pela grande maioria dos professores, em um contexto em que as prticas docentes enfrentam uma queda de brao desleal com o WhatsApp, o Facebook e outras mdias interativas. 
MARIA ELIZETE PEREIRA DOS ANJOS 
Posse, GO 

Yolanda Kakabadse 
At que enfim uma ambientalista equilibrada, racional e que pensa no "bicho" homem, tambm. A entrevista com a presidente mundial do WWF, a equatoriana Yolanda Kakabadse ("O panda saiu dos holofotes", 28 de maio), deveria ser leitura obrigatria nas escolas. 
GUILHERME MAGALHES MENDES 
Belo Horizonte (MG), via tablet 

 bom lembrar que os animais de cativeiro foram um dia da natureza e s no continuaram nela por puro capricho humano. 
ROSNGELA MOTA PEIXOTO 
Rio de Janeiro, RJ 

O WWF atua de forma totalmente independente de qualquer linha de governo ou regime poltico-econmico nos 100 pases onde est presente. O Relatrio Planeta Vivo, citado na entrevista de Pginas Amarelas da edio 2375 com a presidente mundial da rede, Yolanda Kakabadse,  um estudo de lanamento bienal que considera dados oficiais da ONU para mapear o ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) analisados em combinao com a Pegada Ecolgica, que identifica o consumo humano de recursos naturais, em diversos pases ao redor do mundo. Um quadro apresenta o ponto onde h a menor Pegada Ecolgica combinada com um alto nvel de desenvolvimento humano. Em relatrios mais recentes, Cuba aumentou significativamente seu consumo de combustveis fsseis e de recursos em geral. O WWF possui um pequeno escritrio em Cuba, no Centro de Pesquisa Marinha da Universidade de Havana, com quatro funcionrios no total que trabalham, em conjunto com outros escritrios no mundo, em projetos de conservao no pas. 
MARIA CECLIA WEY DE BRITO 
Secretria-geral do WWF-Brasil Por e-mail 

CLIENTES DO DOLEIRO YOUSSEF 
Pego literalmente com a mo na cumbuca, atravs de comprovantes de depsitos bancrios apreendidos pela Polcia Federal no escritrio do doleiro Alberto Youssef, o senador Fernando Collor de Mello, que teve o mandato de presidente da Repblica cassado por corrupo, reagiu com a costumeira encenao de irritao e arrogncia. A pattica cena, alm de incua, j virou folclore no picadeiro dos espetculos parlamentares de Braslia ("Os nobres clientes do doleiro", 28 de maio). 
ABEL PIRES RODRIGUES 
Rio de Janeiro, RJ 

Fernando Collor de Mello e muitos outros no param de nos surpreender. A nica chance que temos de nos livrar deles  a eleio. O que nos consola  saber que eles no so eternos. 
LOURIVAL B. OLIVEIRA 
Sumar, SP 

Temo que a corrupo neste pas tenha sado definitivamente do controle, que se tenham perdido os valores. A coisa pblica nunca esteve to mal gerida. Os citados na reportagem tm amplo direito de defesa, mas a sensao de que estamos sendo roubados por quem deveria zelar por ns impera. 
CARLOS ALBERTO KOWALSKI 
Blumenau, SC 

LUIZ MOURA
Se tnhamos alguma dvida se o PT era um partido poltico ou uma organizao criminosa, a reportagem "O deputado incendirio" (28 de maio), sobre a conduta do deputado estadual Luiz Moura (PT-SP), esclareceu a questo. 
MARCUS A. MINERVINO 
Braslia, DF 

Luiz Moura, condenado a cumprir doze anos de priso por assalto a mo armada no Brasil, foge da cadeia, esconde-se por algum tempo, reaparece depois que seu crime prescreveu e vira deputado, pelo PT... Em qual outro pas uma sentena transitada em julgado prescreve? Em qual outra terra um fugitivo da priso tem sua culpa esquecida? Que tipo de gente validou esses regulamentos? 
PAULO VIANNA DA SILVA 
Florianpolis, SC 

BIOMETRIA NAS ELEIES 
A respeito da nota "Licitao contestada" (Holofote, 28 de maio), a Griaule esclarece que foi, legitimamente, a vencedora do Prego Eletrnico 30/2014, do TSE, para aquisio de uma Soluo Integrada de Processamento Biomtrico, responsvel pela garantia da unicidade do Cadastro Eleitoral brasileiro. Contestaes de concorrentes so usuais em disputas desse tipo, e a Griaule possui reconhecida competncia, atestada internacionalmente por meio de competies biomtricas de que participou, saindo-se sempre em condies superiores ou prximas s dos principais concorrentes mundiais. Sua tecnologia tem certificaes do Federal Bureau of Investigation (FBI) e do National Institute of Standards and Technology (Nist) para fornecimento ao governo americano. 
IRON DAHER 
CEO, cientista-chefe Griaule Biornetrics 
Campinas, SP 

LIVRO O RU E O REI 
Louvvel a reportagem "Necessrio e delicioso" (28 de maio), sobre o livro O Ru e o Rei, do bigrafo baiano Paulo Csar de Arajo, de Vitria da Conquista. Nossas congratulaes  Cmara dos Deputados, que aprovou projeto de lei que permite a publicao de biografias sem autorizao do biografado, e esperamos que o Senado siga, por bom-senso, o mesmo caminho. O Brasil acompanhou, estarrecido, o processo que Roberto Carlos moveu contra o jornalista Paulo Csar, mandando proibir e recolher das livrarias a obra Roberto Carlos em Detalhes, que na essncia era uma ode de admirao do f pelo cantor. Por cautela, seguindo oportuno conselho de VEJA, corri  livraria e garanti meu exemplar. Vou divulg-lo por todos os meios e e-mails possveis, pois os advogados de Roberto tambm esto lendo o livro, e tomara que seu constituinte, desta vez, bata palmas e se revele tolerante, alm de rei da compreenso. 
BENJAMIN BATISTA 
Advogado e presidente da Academia de Cultura da Bahia 
Salvador, BA 

PAPA FRANCISCO 
O papa Francisco vem ganhando popularidade e admirao por seus gestos humildes e seu vasto conhecimento. ("Curta e certeira", 28 de maio). A atitude ousada do papa de difundir a paz e sua coragem de inovar em prol da prosperidade e do bem comum sem deixar de lado valores ticos e morais fazem dele um lder exemplar. 
VITRIA BERTICELLI BASSO 
Curitiba, PR 

CRISTIANO RONALDO 
Eu enquadrei esta reflexo (sobre o jogador Cristiano Ronaldo) em "retricas identitrias". Ou seja, o objeto no  tanto o que se  ou deixa de ser, mas o que se diz que se . Estamos, pois, eminentemente no plano do discurso, e  nesse plano, e s nesse plano, que o contraste das supostas qualidades do Ronaldo com as qualidades nacionais foi por mim "capturado". Essa pequena diferena faz toda a diferena e contm a semente duma enorme distoro de minha conjectura (porque duma especulao se trata, uma vez que no foi sujeita a prova cientfica). No digo  nunca disse!  que fosse deliberada; digo apenas que aconteceu e que tendo sucedido precisa de ser reparada, sob pena de: 1) fazer-me injustia; 2) "crismar" nada mais do que um perfeito disparate ("A marra do melhor do mundo", 21 de maio). 
JOO SEDAS NUNES 
Lisboa, Portugal 

LYA LUFT
 O artigo "Aulas de mediocridade" (21 de maio), de Lya Luft, alerta para as consequncias de programas que trazem aparncia de investimento, mas o seu cerne  repleto de ms intenes; so a verso moderna do lobo travestido de cordeiro. Formar uma gerao de medocres  uma maneira de perpetuao do poder. Formar medocres  anular a possibilidade de contestao. Formar medocres  instrumento de destruio de oposies a mdio prazo. Formar medocres  instalar necessidades fceis de ser saciadas: po e circo, ou cesta bsica e internet na atualidade. Formar medocres  instalar processo de destruio da nao e do pas; eliminado o pensar, morre a cultura, base da nacionalidade; eliminado o pensar, falece a produo, base de uma economia saudvel. Lya Luft, em um texto conciso, d o seu grito de alerta. Resta a esperana de que seja ouvida. 
EDIMARA DE LIMA 
Coordenadora do Conselho Cvico Cultural da Associao Comercial de So Paulo 
So Paulo, SP 

ESTRATGIA PETISTA 
Em recente propaganda, o PT prega o medo dos "fantasmas do passado". O que assusta, porm, e est causando indignao ao povo brasileiro  o que est acontecendo no presente ("Sem medo de apelar", 21 de maio). 
MANOEL CUNHA LACERDA 
Campo Grande, MS 

O desespero bateu s portas do PT, que agora tenta inverter a queda de Dilma usando a ttica do medo. Quem, em 2002, condenou o PSDB resolveu fazer o mesmo? Quem te viu e quem te v, PT! 
ABISAIR COSTA LIMA 
guas Lindas, GO 

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o nmero da cdula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redao. VEJA - Caixa Postal 11079 - CEP 05422-970 - So Paulo - SP; Fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


1#6 BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

SOBRE PALAVRAS
SRGIO RODRIGUES
SALVO PELO GONGO 
Tudo indica que a expresso "salvo pelo gongo" tem origem nas lutas de boxe. Refere-se ao fato de um pugilista acuado, em desvantagem momentnea no combate, poder ser salvo pelo fim do assalto ou round. www.veja.com/sobrepalavras 

COLUNA 
REINALDO AZEVEDO 
IGREJA 
O celibato pode ter sido til em tempos muito mais difceis da Igreja. A dedicao exclusiva  vida eclesistica pode ter feito um grande bem  instituio. Mas  evidente que se tornou um malefcio, um perigo mesmo. www.veja.com/reinaldoazevedo 

VEJA MERCADOS 
GERALDO SAMOR 
EUA 
As transaes imobilirias nos EUA sem financiamento esto num pico histrico. Quem est comprando? Investidores americanos muito ricos e estrangeiros. www.veja.com/vejamercados 

DE NOVA YORK 
CAIO BLINDER 
FRANA 
Marine Le Pen  a nova roupagem da xenofobia. Ela humilhou a avacalhada liderana poltica francesa (socialistas e gaullistas) com seu triunfo nas eleies para o Parlamento Europeu. www.veja.com/denovayork 

QUANTO DRAMA
TUDO MENOS A INDIFERENA
O flautista interpretado por Gabriel Braga Nunes, coitado, caiu em desgraa. Dono de um gnio do co, como ele mesmo diz, Laerte leva vaia quase diria nas redes sociais e anda malfalado nos sales de beleza e pontos de nibus desde que, no bastasse parecer egosta e vaidoso, resolveu namorar Luiza (Bruna Marquezine). O romance  o mais famigerado das novelas nos ltimos tempos, mas, ainda que a audincia esteja aqum das expectativas, no vamos cair no absurdo de pensar que Maneco foi pego de surpresa pela rejeio. "O incndio foi proposital!", ressalta Gabriel. "O tringulo envolvendo me e filha sempre foi um dos pilares dessa trama. Se h rejeio, ela  to bem-vinda quanto a mais calorosa torcida pelo casal. A indiferena das pessoas seria problema." 
www.veja.com/quantodrama

SOBRE IMAGENS
I GUERRA MUNDIAL
Muitas fotos dos acervos sobre a I Guerra Mundial, que completa 100 anos em 2014, no tm identificao dos autores. Este post traz imagens que mostram o clima de guerra fora dos fronts. So cenas de Londres, com a rotina da populao alterada pela ausncia dos homens  pais e filhos mais velhos. Provavelmente, algumas das fotos so de John Warwick Brooke, oficial britnico e fotgrafo da Topical que registrou o conflito. 
www.veja.com/sobreimagens

NOVA TEMPORADA
No segundo semestre deste ano, a Fox americana lanar Anos Incrveis/The Wonder Years em DVD. O elenco da srie se reuniu para gravar depoimentos, que sero includos no material extra dos DVDs, e aproveitou para atiar a curiosidade dos fs divulgando fotos do encontro em seus respectivos perfis do Twitter. Anos Incrveis foi uma das sries de maior sucesso nas dcadas de 80 e 90. Em 115 episdios, o pblico acompanhou a histria da famlia Arnold, apresentada sob o ponto de vista do garoto Kevin, tendo como pano de fundo as mudanas sociais, culturais e polticas da dcada de 60. 
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